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O
vinagre é um produto utilizado em grande parte do mundo.
Curiosamente, nem mesmo os mais abrangentes compêndios
identificaram com precisão a sua origem. Vários autores,
entretanto, são unânimes em citar que obras clássicas da Antigüidade
já faziam menções ao produto, como são os casos do Antigo e do
Novo Testamento (AQUARONE & ZANCANARO, 1990).
Na
antiga China, o vinagre era símbolo da vida. Há 5 mil anos, os
egípcios, babilônios, indianos, gregos e persas conheciam a arte
da fabricação e versatilidade do vinagre: além de tempero, era
o único meio para conservação de carnes, peixes, legumes e também
apreciado por seu efeito refrescante. Legionários romanos,
soldados, agricultores e viajantes, até na Idade Média, bebiam
água com vinagre para matar a sede e para a saúde.
A
despeito da origem obscura, o vinagre é hoje
familiar às mais diversas culturas, sendo consumido
indistintamente por todas as classes sociais. A proximidade entre
o produto e a sociedade provocou a diversificação de seus usos.
O vinagre tornou-se condimento, aromatizante, acompanhamento,
conservante, remédio de uso rotineiro, e até agente de limpeza (FRINGS,
1996; MORETTO et al.,
1988; ADAMS, 1985).
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