Lagostas
Designação
comum dada aos crustáceos decápodes, macruros, palinurídeos,
cujo corpo, robusto, é revestido de espessa carapaça provida de
tubérculos e espinhos, e pode, em algumas espécies, atingir até
50cm de comprimento, e cujas antenas são extremamente longas.
Vivem no fundo do mar, longe da costa e a grande profundidade, e são
utilizados aos milhares, anualmente, para alimentação do homem.
Sua pesca se faz com redes e armadilhas.
A
lagosta comum (Palinurus argus), é a espécie mais
utilizada comercialmente, possui os pedúnculos das antênulas do
mesmo comprimento dos das antenas, abdome com manchas claras
maiores destacando-se das outras, na parte superior, e segmentos
com sulcos transversais pilíferos. Ocorre desde a Carolina do
Norte (E.U.A.) até SP, com maior densidade no CE e em PE.
A
lagosta-gafanhoto ou tamburutaca é a designação comum a várias
espécies de crustáceos estomatópodes com até 34cm de
comprimento, embora muitas delas não ultrapassem 4cm. Com aspecto
de louva-a-deus ou de lagosta, diferem desta última por serem
desprovidos de antena longa e terem três segmentos do cefalotórax
livres, bem como pelas patas anteriores preênseis. Vivem no fundo
do mar, ocultando-se em lama ou areia, e são carnívoras.
Os
lagostins são parecidos com a lagosta, porém facilmente reconhecíveis
pela ausência de longas antenas. A espécie Scyllarides
brasiliensis tem coloração vermelho-arroxeada muito viva,
medindo de 12 a 27cm de comprimento. Vive no fundo do mar.
Ø
Área de ocorrência:
do extremo Norte até o Rio de Janeiro.
Ø
Limite máximo de
captura anual: 9 mil toneladas.
Ø
Maior produção
obtida: 11 mil toneladas em 1991.
Ø
Destino: 95% da
produção é exportada.
Ø
Situação atual:
elevado estágio de sobre-pesca, sobretudo no Ceará e Rio Grande
do Norte.
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