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Queijos

O leite é utilizado na alimentação humana desde os primórdios da civilização. Em função da alta perecibilidade do leite, surgiram os diversos tipos de leites fermentados, resultante da fermentação natural ou por contaminação acidental e armazenamento em temperatura ambiente. A dessora do leite fermentado promovido por agitação ou quebra do coágulo deu origem a um decantado constituído de proteínas, principalmente caseína, e de gordura. Surgiu assim, um concentrado protéico-gorduroso de alto valor nutritivo e sabor agradável, denominado queijo. De acordo com a Legislação Francesa define-se por queijo o produto fermentado ou não, obtido pela coagulação do leite, da nata, do leite desnatado ou de suas misturas, dessorado, e que contenha no mínimo 23 gramas de extrato seco por 100 gramas de queijo. Oliveira1 define queijo como “um concentrado protéico-gorduroso resultante da coagulação do leite, seguida da dessora do coágulo que causa o decréscimo da umidade”. O componente mais importante do queijo é a proteína, sendo que o conteúdo de gordura pode variar dependendo do tipo de queijo. O teor de umidade também varia muito e está relacionado com o tempo de conservação do queijo. Queijos mais desidratados são geralmente mais duros e de maior conservação, mesmo em condições adversas.

1OLIVEIRA, J. S. Queijos: Fundamentos Tecnológicos. Governo do Estado de São Paulo, 1982.

 

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