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Controle do
leite proveniente do estábulo leiteiro:
1.
O leite só será recebido na categoria tipo B, quando obedecer
aos seguintes horários de recepção e respectivas condições de
temperatura:
a)
até às 9 horas para o leite da 1a ordenha do dia, resfriado
ou não; para os da 2º e 3º ordenhas do dia anterior, desde que tenha
sido mantido na propriedade à temperatura de até 5o C e
recebido em temperatura máxima de 10o C;
b)
até às 11 horas para o leite que tenha sido previamente resfriado e
seja entregue em temperatura máxima de 10o C. em
estabelecimentos com sistema de recepção totalmente independente para
o leite tipo B;
c)
até às 18 horas para o leite de 2a ordenha do dia,
resfriado ou não e;
d)
até às 20 horas para o leite das 1a e 2a
ordenhas do dia, resfriado, e da 3a ordenha, resfriado ou não,
desde que sua recepção se processe em estabelecimento que o pasteurize
e empacote nesse mesmo dia. As indústrias que optarem por esse horário
de recepção, não poderão receber leite nos horários referidos nas
letras a), b) e c), mencionados anteriormente, nem estocá-lo para
pasteurização e empacotamento no dia seguinte. Também os estábulos
relacionados nessas indústrias não poderão estocar leite de um dia
para o outro, mesmo que seja em ótimas condições de refrigeração.
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Quando a colheita do leite se
processar em carro-tanque a temperatura exigida no ato de sua recepção
é de, no máximo, 10o C;
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Entende-se como sistema de
recepção totalmente independente aquele composto de tanque de
recepção, bombas, tubulações, resfriador e tanque de estocagem,
distintos e identificados para o leite tipo "B";
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Realizar a seleção do leite,
lata por lata, pelos testes do álcool ou do alizarol, com mínimo
de 68º GL, precedida de homogeneização com agitador apropriado;
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Colheita de amostra por
produtor, para análise físico-química completa, no mínimo duas
vezes por semana;
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Realizar diariamente, por
amostragem, no leite recebido direto do produtor as pesquisas de
conservadores (cloro, alcalino, água oxigenada, cloretos e outros
porventura suspeitos) e reconstituintes de densidade. A pesquisa de
inibidores pelo método TTC (cloreto 2-3-5-trifeniltetrazólio), método
de disco em placas, Delvotest, ou outro aprovado, deve ser
realizada, obrigatoriamente, pelo menos uma vez por semana, por
produtor;
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O exame citológico pelo método
Whiteside ou outros métodos aprovados, deverá ser realizado
semanalmente por produtor;
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Realizar de 3 (três) em 3 (três)
meses, por produtor, a prova do RING TEST. Os resultados deverão
ser encaminhados aos SERPAs e SERSAs, para avaliação do controle
da brucelose.
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O leite que for
desclassificado poderá ser recebido na indústria dentro da
categoria que alcançar. O produto poderá retornar à sua categoria
de leite tipo B após apresentar-se dentro do padrão pré-fixado;
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No caso do estabelecimento
possuir apenas um equipamento de recepção e pré-beneficiamento
e/ou beneficiamento, primeiramente será recebido o leite tipo B e,
posteriormente o tipo C. Quando tiver mais de um equipamento, poderão
ser recebidos os leites "tipos B e C" no mesmo horário,
desde que sejam realizados um controle rigoroso das operações e
uma perfeita identificação dos latões, dos equipamentos e das
tubulações, não se permitindo que estas tenham derivações que
permitam o leite tipo "B" conectar-se com outro tipo de
leite em processamento simultâneo. Em qualquer um dos sistemas de
recepção acima mencionado é obrigatória a existência de tanque
de estocagem específico para leite tipo "B";
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Os latões e sua higienização
devem merecer atenção especial, devendo ser afastados os avariados
ou que necessitem reparos. A última etapa de higienização deverá
ser com ar seco. Caso seja usada solução de cloro a 10%, esta deve
estar na concentração de 100 a 200 ppm e em solução neutra ou
ligeiramente alcalina, para reduzir o seu poder de corrosão. Os latões
devem ser escorridos antes de tampados.
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