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Viabilidade

A viabilidade das bactérias pró-bióticas em iogurte depende de: cepa utilizada; interações entre espécies presentes; condições da cultura; composição química do meio de fermentação (ex.: fonte de carboidratos); acidez final; conteúdo de sólidos solúveis do leite; disponibilidade de nutrientes, promotores de crescimento e inibidores; concentração de açúcar (pressão osmótica); oxigênio dissolvido (especialmente para Bifidobacterium, pois funciona como limitante ao crescimento); nível de inoculação; temperatura de incubação; tempo de fermentação e temperatura de armazenamento (Kailasapathy e Rybka, 1997).

O crescimento de Bifidobacterium é muito variável, depende fundamentalmente da cepa utilizada. A temperatura ótima de incubação é 37o C. Temperaturas superiores também influem no efeito antagônico que produz em microorganismos patogênicos (Kailasapathy e Rybka, 1997). Uma prática comum na produção de iogurte é usar uma mistura comercializada pronta.

O L. acidophilus e B. bifidum também podem crescer separadamente, antes da incorporação ao produto, o que assegura seu perfeito desenvolvimento, já relatado como superior ao crescimento junto às bactérias lácticas do iogurte tradicional (Kailasapathy e Rybka, 1997; Micanel et al, 1997; Samona e Robinson, 1994).

Para obtenção de um produto com alta concentração de L. acidophilus a cepa pode ser primeiramente inoculada em leite tratado termicamente e incubado até que sua população tenha crescido suficientemente, seguido da inoculação das culturas regulares do iogurte e continuação  da incubação (Kailasapathy e Rybka, 1997). 

Já o procedimento ideal para assegurar o crescimento de B. bifidum é fazê-lo separadamente, lavar os metabólitos livres produzidos pelas células e transferir a massa celular para um iogurte base (Kailasapathy e Rybka, 1997).

Um meio para aumentar a sobrevivência das bactérias probióticas é enriquecer o leite com vitaminas, dextrina e maltose. Grande parte de espécies de Bifidobacterium metaboliza diferentes polissacarídeos indigestíveis e oligossacarídeos.

KAILASAPATHY, K.; RYBKA, S.  L. acidophilus and Bifidobacterium spp. – their therapeutic potential and survival in yogurt.  The Australian Journal of Dairy Technology.  Victoria: vol 52, April 1997.  p.28-35.  

MICANEL, N.; HAYNES, I.N.; PLAYNE, M.J. Viability of Probiotic Cultures             in  Commercial Australian Yogurts.  The Australian Journal of Dairy         Technology.  Victoria: vol 52, April 1997. p. 24-27. 

SAMONA, A.; ROBINSON, R. K. Effect of yogurt cultures on the survival of              bifidobacteria in fermented milks. Journal of the Society of Dairy              Technology. Huntingdon: vol 47, no 2, May 1994. p. 58-60.

 

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