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Rotulagem
Apesar
da rotulagem ainda estar em discussão nos Estados Unidos e Europa, pois
o Japão é o único país em que há regulamentação específica
destes produtos, há uma tendência de distinção entre os chamados
alimentos funcionais e os nutracêuticos, embora em alguns trabalhos
apareçam como sinônimos e em outros, nomes como “pharmafoods” e
“designer foods” também sejam usados como designação.
Um
produto nutracêutico não recebe a designação de alimento e não é
considerado um alimento funcional no Japão. A palavra vem do inglês
“nutraceutical” e é a justaposição de outras duas: “nutrient”
(nutriente) e “pharmaceutical” (farmacêutico). Foi definido por
DeFelice como: “alguma substância que é um alimento ou parte de um
alimento e proporciona benefícios medicinais ou à saúde, incluindo a
prevenção e tratamento de doenças” (DeFelice, 1995) e por Scott e
Lee como: “um produto produzido de alimentos, mas vendido em
comprimidos, pó, e outras formas medicinais não geralmente associadas
com alimentos, tendo demonstrado ter um benefício fisiológico ou
reduzido o risco de doenças crônicas” (Clydesdale, 1997).
Apesar
desta distinção, muitos artigos discutem o assunto englobando todos
estes produtos e designando-os como alimento funcional. Os alimentos e
ingredientes funcionais podem ser, então, classificados de dois modos:
quanto à fonte, de origem vegetal ou animal, ou quanto aos benefícios
que oferecem, atuando em seis áreas do organismo: no sistema
gastrointestinal; no sistema cardiovascular; no metabolismo de
substratos; no crescimento, desenvolvimento e diferenciação celular;
no comportamento das funções fisiológicas e como antioxidante.
DEFELICE, S.L.;
The nutraceutical revolution: its impact on food industry R&D.
Trends in Food Science & Technology. New York: vol 6,
February 1995. p. 59-61.
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