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Alterações físicas que ocorrem durante o congelamento e descongelamento 

O objetivo do congelamento é reter, tanto quanto possível, e no mais alto grau, as propriedades das frutas frescas e das hortaliças ou outros produtos alimentícios. Entretanto, do congelamento ao descongelamento ocorrem mudanças irreversíveis que tornam o produto congelado e descongelado bem diferente do produto fresco, principalmente quanto à textura. Geralmente há rompimento das células dos tecidos, devido à formação de cristais de gelo. A extensão dos danos depende muito do produto. Durante o descongelamento, o produto se torna muito mais flácido e perde bastante água.

Atualmente há técnicas de congelamento rápido bastante viáveis comercialmente. O congelamento rápido evita a formação de cristais de gelo grandes no tecido, diminuindo os danos causados aos tecidos. Antes e durante o congelamento e durante e depois do degelo, podem ocorrer alterações na cor, no sabor, na textura e no odor dos produtos alimentícios, provocadas pela ação de enzimas e por alterações químicas.

Certas frutas estão sujeitas ao escurecimento devido à ação de enzimas oxidantes e do oxigênio atmosférico. Essas mudanças se dão rapidamente, principalmente durante e após o degelo. As hortaliças não branqueadas e as pouco escaldadas deterioram-se rapidamente quanto à cor, sabor e odor, mesmo quando armazenadas à –20,5o C, devido à ação de enzimas, que não são inativadas durante o congelamento. Mesmo quando bem branqueadas para desnaturar as enzimas, as hortaliças perdem cor e adquirem cheiro e gosto desagradáveis quando armazenadas durante longo tempo em frigorífico e em recipientes que admitem o ar livremente. Neste caso, ocorre oxidação não enzimática.

 

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