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Os estudos de qualidade ambiental tiveram
origem em 1971, quando a ISO constituiu três Comitês Técnicos (TC
– Tecnical Comittees), atendendo a pressões de ambientalistas
de todo o mundo e às novas exigências de comercialização.
A
partir de 1978 surgiram os Selos Verdes para indicar os produtos
ambientalmente sustentáveis e a indústria sentiu a necessidade
de se preparar para processos de gestão análogos.
Grandes instituições,
em vários países, começaram, então, a elaborar normas para
padronizar a concessão de selos, aumentando a confiabilidade e a
legitimidade dos processos de produção utilizados pelas indústrias
aprovadas.
Mais
de 30 países já possuem esquemas de rotulagem ambiental, os
chamados selos verdes. Só na Alemanha, mais de 25 mil produtos já
foram submetidos aos processos de avaliação de qualidade
ambiental, recebendo o selo "Anjo Azul", o primeiro a
ser instituído em 1978 (o selo Anjo Azul tem validade de quatro
anos e conforme a tecnologia avança, seus critérios vão ficando
mais rígidos). Depois o Canadá, em 1988 instituiu o selo
"Opção Ambiental". Os países nórdicos adotaram o
"Cisne Branco", também em 1988, o Japão criou o "Eco-Mark",
em 1989, e os EUA o "Selo Verde" em 1990. Outros países,
como a França, Índia, Coréia e Cingapura seguiram o mesmo
caminho.
Uma
pesquisa de 1992, feita nos Estados Unidos e Canadá, revelou
que cerca de 70% dos consumidores declararam-se dispostos a
pagar mais por produtos considerados ambientalmente sustentáveis.
Outra pesquisa, realizada na Alemanha, em 1993, revela que, de
dois mil entrevistados, 88% sabiam o que representava o “Anjo
Azul”, dois terços estavam dispostos a pagar mais por produtos
que efetivamente protegessem o meio ambiente e 57% preferiam
comprar produtos com selo verde.
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