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Agente
infeccioso
O
agente
infeccioso da doença vaca louca não é um vírus, que exige
material genético (ácidos nucléicos), e sim proteínas, que
provocam certas desordens degenerativas do sistema nervoso central
em animais e humanos. Esta proteína ou moléculas é denominada
de príons, que se multiplicam, transformando proteínas
normais em nocivas. A encefalopatia espongiforme, pode ficar
incubada por anos e décadas, mas se estiverem ativadas,
transformam o cérebro em uma massa esponjosa, com diversos
buracos. Existem versões de príon que provocam doenças
semelhantes no homem, denominadas de encefalopatias espongiformes
transmissíveis, todas fatais. As duas mais conhecidas são o kuru
(em Papua Nova Guiné) e a doença Creutzfeld-Jakob (existente em
todo mundo). Os príons são resistentes aos métodos de
esterilização existentes, como calor e radiação, o que
dificulta a sua prevenção. A sua detecção nos alimentos também
é difícil. A doença também pode existir em aves.
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