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Manejo por ocasião do sacrifício

Uma série de fatores e condições pode provocar o estresse animal, em dias ou mesmo horas antes do abate. Vários cuidados devem ser tomados, pois todo o investimento nos animais visando à produção de carne de boa qualidade, pode ser perdido.

Dos vários meios de transporte: ferrovia, hidrovia, rodovia e a pé, o mais danoso aos animais é também o mais utilizado. A inviabilidade de outros meios faz com que atualmente a rodovia seja utilizada para o transporte de todos os tipos de animais de abate.

Mesmo sob condições apropriadas de transporte, a simples mudança de ambiente e as vicissitudes do trajeto bastam para excitar os animais. Em condições inadequadas podem ocorrer traumas e mesmo morte, perda de peso e esgotamento da reserva de glicogênio. Para combater o estresse, pratica-se, com resultados discutíveis, o uso de tranqüilizantes.

A perda de peso durante o transporte e jejum pré-abate é chamada merma. Afeta menos os ruminantes, especialmente os bovinos e ovinos, sendo mais acentuada em suínos. Essas perdas são influenciadas não apenas pela distância, conforto e queima de calorias, mas principalmente pela perda de água, provocada pela queda de retenção da água pelos músculos e excretas. Os suínos aumentam consideravelmente a produção de excretas por causa do medo.

Para compensar os inconvenientes do transporte, dentro do possível, recomenda-se o repouso, que influi, sobretudo, na reposição do glicogênio. Os suínos são os mais sensíveis a esse inconveniente, razão pela qual a dieta indicada é baseada em produtos amiláceos, apesar do emprego usual do jejum hídrico.

A perda de glicogênio afeta o processo de “rigor mortis”. O pH da carne não chega a baixar o suficiente, favorecendo o desenvolvimento de bactérias e conferindo ainda, coloração escura à carne.

A insensibilização também pode afetar a quantidade de glicogênio no sangue, se não for bem realizada. A insensibilização consiste na operação de imobilização do animal, facilitando a sangria e evitando seu sofrimento. Por ordem decrescente de eficácia temos: insensibilização elétrica, pistola de percussor ativo e, por último, a indução por dióxido de carbono.

No abate à moda judaica não é usado o método de insensibilização. A sangria é feita através do corte dos vasos do pescoço em incisão transversal que atinge a pele, os músculos, o esôfago, a traquéia, as artérias caróticas e as jugulares, no animal ainda acordado, pendurado pelos pés.

 

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