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A
cerveja foi introduzida no Brasil somente no século XIX, trazida
pela família real portuguesa. Antes deste período, os próprios
colonizadores portugueses restringiam a difusão desta bebida,
pois ela representava uma séria ameaça ao consumo de vinho que a
colônia importava de Portugal.
A
família real introduziu novos costumes à sociedade colonial da
época. Associado a isso era grande o contigente da colônia
inglesa que tinha o hábito de tomar cerveja, importada da
Inglaterra e de outros países. Assim, timidamente, os brasileiros
começaram a se interessar por este tipo de cerveja,
principalmente na época de D. Pedro I. No dia 26 de outubro de
1836, o Jornal do Comércio publicava um pequeno anúncio que
incitava a população a beber a Cerveja Brasileira.
Procurando
prevenir prejuízos, os cervejeiros da época, costumavam amarrar
as rolhas com barbante no gargalho das garrafas (à semelhança do
que ocorre com o champanha). Tal procedimento, aliado à
"qualidade" dessas cervejas, originou à expressão
depreciativa "cerveja marca barbante", que estendeu-se
para caracterizar outros produtos de qualidade duvidosa. Nos dias
atuais, ainda é comum ouvir-se a expressão "tal mercadoria
é marca barbante". Entretanto, surgiram algumas cervejas
que, por suas qualidades, se tornaram muito conhecidas na época,
como a Gabel, Guarda Velha, Logos, Vessoso, Stampa, Olinda e Rosa.
Todas elas eram produzidas em condições precárias e logo
desapareciam do mercado.
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