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É
uma alternativa da técnica de cromatografia em coluna, utilizando uma
folha ou tira de papel adsorvente. Utiliza-se o papel de filtro de
celulose, por ser altamente hidrófilo, mantendo um revestimento de água
imperceptível. Os líquidos polares terão grande afinidade pelas
hidroxilas da molécula de celulose, formando pontes de hidrogênio,
ficando retido e funcionando como fase estacionária, e os líquidos
menos polares serão repelidos por esta estrutura, funcionado como fase
móvel. Coloca-se a amostra a ser analisada um pouco acima da extremidade inferior do
papel seco, que após ter esta extremidade inferior mergulhada numa
mistura de solventes, terão os seus constituintes arrastados,
juntamente com esta mistura que tende a subir por capilaridade. Os
diferentes constituintes apresentarão variação na velocidade de
deslocamento, de acordo com os seus coeficientes de partição. Os
componentes menos solúveis na fase estacionária (água) terão uma
movimentação mais rápida. Pode ser utilizado para análise de mistura
de aminoácidos ou misturas de açúcares. A cromatografia em papel pode
ser também no sentido descendente e bidimensional, este último
realizado em duas etapas com solventes apresentando diferentes
propriedades.
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